sexta-feira, 17 de julho de 2015

Entrevista: MÉRCIA


Biográfia Autora:


Mércia vinte anos, publicando o primeiro livro, sendo este o segundo de sua autoria. Com novos projetos de livro, ama explorar outros gêneros, percorrendo entre romance e suspense. Mas deseja muito escrever ainda histórias infantis. Estudante de Administração Pública e almeja ainda outras formações. Mas escrever é sua maior satisfação, e não pretende parar com seus projetos de escrita em momento algum.


“Nem que eu seja minha única leitora ou que ninguém nunca fale o meu nome, escrever é meu refúgio, um mundo novo, o qual se tornou minha casa, e o qual não abandonarei”.

1. Quando você escreve se imagina vivendo alguma de suas histórias?

Bem, Jéssica, as vezes sim! Em alguns momentos no Alvorada, era como se pudesse sentir a dor e o desespero da Carmem. Mas em me sentir tão dentro da historia assim não. Eu sempre disse a mim mesma que tudo o que via ali era como se eu fosse a Madame Mércia olhando em sua bola de cristal.

2. Você se inspirou em algum escritor? Se sim, Qual?

Na realidade, não. Eu cresci lendo romances policiais e livros de auto ajuda, mas os meus autores preferidos sempre foram um grande espelho para mim. Mas já aconteceu de me perguntarem se andei lendo livros de terror ou se vi SCI para falar de temas relacionados e a resposta sempre foi negativa. Sempre deixo vir e é espontâneo! Apenas me vêm ideias loucas e as escrevo. Até mesmo por quê sou medrosa e não encaro livros com terror, e também sou desligada de TV. Só assisto a série Médica: Grey’s Anatomy e não escrevi nada até agora que se relacione.

3. Vocês costuma anotar suas ideias para não esquecê-las?

Não. Meu bloco de notas é mental mesmo. Embora as vezes que minha cabeça vai explodir com tantas ideias, mas não consigo escrever nada em notas para depois. Até tentei uma vez, mas não fluiu bem na hora de escrever.

4. Imagina como vai se sentir quando lerem seus livros?

Bem, a cada livro que eu leio é certo que há uma emoção diferente. É boa, sempre é, mas para cada estória é diferenciada e creio que os leitores, por vezes vão amar a Carmem e depois irão odiá-la. Eu vejo O Mistério do Alvorada Hotel como uma cama de gato. Haverão altos e baixos emocionais nas pessoas sim, mas no fundo vejo um retorno bom nisso. Sei que vou me sentir alegre ao ouvir cada relato de leitores e que vamos vibrar juntos.
O que me entristece ainda é que este reconhecimento vem de fora da minha cidade e do meu Estado e que poucos por aqui me dirão sobre as emoções de apenas ler, nem que o livro não seja o meu. Este ponto seria o ápice de minha satisfação como escritora, de ver as pessoas pela rua e me pararem para falar do livro e de outros livros e poder conversar com cada um, sabendo que eles compreendem tudo o que falo.

5. Quando escreve você tenta passar alguma mensagem? Qual?


Dependendo dos momentos e do teor da história, sim! Quando escrevi meu primeiro livro, que é um romance, sempre passei a imagem de uma amor puro, passei mensagens sobre amizade, sobre acreditar no outro e sobre união e perdão. O mistério do Alvorada hotel trás mensagem de perdão ao fim. Mas é algo que não consigo transmitir em um conto, já que são curtos e normalmente são temas fortes. Dependendo da variação de temas e do foco ao qual se volta a história somos capazes até de passar certas mensagens que nem nós vemos, mas que acaba chegando a alguém e que serve para tal.

6.  Qual seu maior sonho, como escritora?
Jessica, pode parecer clichê, mas vivo sonhando com o dia em que levarei toda a família para ver uma adaptação no cinema. Mas também sonho em ver minhas obras traduzidas e conquistando o publico internacional. Mesmo sabendo que isto leva um tempo, mas somos jovens e ainda há tempo para muita coisa. E não é impossível, pois há 4 meses atrás eu sonhava com uma editora me propondo lançamento de um livro e agora estou me preparando para o grande dia na Bienal!

7. Você se arriscaria a escrever um livro a quatro mãos, ou seja, com outra pessoa? Por quê?

Para ser sincera, o único trabalho que daria para arriscar seria uma coletânea de contos, pois cada um iria elaborando os seus e depois unirmos todos em um só livro. Esta parceria daria muito certo, mas pegar uma ideia que tive e compartilhar com outra pessoa e tentarmos as duas trabalhar de forma parecida não daria muito certo para mim, até mesmo por que detesto ser contrariada e sou explosiva. E para trabalhar a quatro mãos precisaria ter diálogos constantes nos momentos de criação e eu sou aquela escritora que pode ouvir uma pessoa ao meu lado dar um tiro na cabeça que só iriei olhar para ela quando acabar de escrever aquilo que planejei. E é por isso que não ouço musica, detesto barulho na hora da criação.

8. Já se imaginou como Best Seller? O que acha que faria?

Para ser sincera, me passam tantas coisas pela cabeça que falto enlouquecer. Mas o que posso dizer, não é? Claro que sim. Eu tenho minha própria tradução que diz: estou realizada na vida! E a única forma de agradecer ao publico por eles terem me levado a este nível seria dando a eles uma nova história. E assim, sempre teríamos um livro novo e mais um, até mesmo por que sabemos que mente de escritor não para nunca.

9. O que espera ouvir de seus leitores?

Dos leitores sempre espero o melhor, afinal, sem eles nós nada seriamos, pois são os leitores que fazem de nós Grandes escritores! E a cada dia, quando me deparo com um leitor, a sensação e maravilhosa. E foi a opinião dos meus bons leitores que me impulsionou a continuar, mesmo quando pensei em desistir.

10. O que não quer ouvir de jeito nenhum?

Bem, tem coisas que inclusive já ouvi muito, mas que foram no meu “habitat natural” e que sei que meus leitores e as pessoas com quem tenho me envolvido neste mundo literário são de uma educação e magnitude infindáveis e que jamais me diriam algo assim, até mesmo por quê, pessoas que nos vem com criticas ruins são aquelas incapazes de compreender o meio que nos atrai.

Sei que já ouvi coisas como: por que não para de sonhar e vai trabalhar; escrever não põe comida na mesa; isso não tem resultado; enfim, são coisas desagradáveis de pessoas mais desagradáveis ainda.

Mas eu sei o quanto compensa, o quanto vale apena! E é por isso que eu não pretendo parar e nem desistir nunca. E se não for um grande retorno de uma forma, mas de outra forma é satisfatório o suficiente para compensar as falhas.

E só de poder manter a cultura literária de pé, para mim já vale tudo!

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Aos que não sabem, onde hoje é alvorada, um dia fora a casa de um dos sócios do hotel: Abraão Cury. Todo o hotel foi planejado pela filha de Abraão, que durante a construção do lugar, sumiu, deixando apenas uma carta dizendo que estava indo embora com um namorado. Treze anos se passaram e Carmem Cury nunca dera sinal de vida. Sumiu para sempre. Porém, embora as esperanças de reencontrá-la sejam quase zeradas, o jogo pode estar prestes a virar com a chegada dos irmãos Ferraz, filhos de Maximiliano Ferraz, o outro sócio do ramo hoteleiro. Álvaro, o primogênito, ao chegar encontra uma menina misteriosa que vira sua cabeça, mas a qual o proibiu de lhe tocar. Seu maior sonho é estudar artes, e se põe a pintar a menina. Alberto é ambicioso e gosta de um jogo sujo, porem, ao ouvir a voz daquela menina, a mesma que nunca vira, se encantou e criou certa possessão por ela. Alberto recebe a proposta do pai de cuidar de negócios ilegais que funcionam por trás da faixada de hotel de família. E uma noticia vinda da Senhora Ferraz faz com que tudo piore. Ernestina Moraes, ao parar em frente ao hotel sente que há uma força ali, sombria, cheia de mágoa e ódio, colocando toda a família Ferraz em risco. Ódio, mágoas e um crime do passado, um culpado, os jogos, um bordel, menores de idade sendo escravizadas sexualmente, um investigador, uma morte e uma médium unidos em um mesmo lugar... Há apenas uma forma de libertar o ser que ali habita. Porém ainda virá muitas surpresas pela frente.


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